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Ciência e Tecnologia

Startup de veteranos atua na proteção de soldados em Israel

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Startup proteção soldados Israel
Novas tecnologias trazem soluções que permanecem sob sigilo | Foto: Reprodução/site IDF

Empresa recebeu investimentos de US$ 20 milhões para desenvolver sensores, facilitar atuação em áreas remotas e acrescentar mais tecnologia ao setor

Eugenio Goussinsky, especialista em Tecnologia

Israel encontrou soluções para proteger a população dos mísseis. Mas também tem acelerado o desenvolvimento de tecnologias para proteger os soldados durante as operações.

Os veteranos de elite Gigi Levy‑Weiss (NFX), Yiftach Shoolman, Sari Brosh Rechav e Matan Melamed (ex‑Iron Drone), com experiência em operações militares, drones e tecnologias autônomas, criaram, em maio de 2025, uma startup para aprimorar o que já está sendo feito: investir na segurança durante os combates.

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A empresa recebeu um investimento de US $20 milhões, liderado pelo fundo de capital de risco NFX, conforme reportagem da Reuters e informações do Northwestern Innovation Program. (Abaixo, link da música Brothers in Arms, do Dire Straits).

As Forças de Defesa de Israel já atuam com tecnologias individuais, mas mais direcionadas à facilitação de ataques, como o SMASH, que utiliza visão computacional com IA para identificar e rastrear alvos (terrestres ou aéreos), ajustando a mira com base em fatores como distância, velocidade e condições ambientais.

A tecnologia desenvolvida por esta nova startup, porém, é voltada para a proteção direta dos soldados. Complementa outras já em operação, como o dispositivo de vestimenta, SkyHoop, desenvolvido por um reservista com experiência técnica, que avisa soldados quando grupos de drones inimigos se aproximam, usando tecnologia de telefonia móvel adaptada ao uso militar.

Esta nova tecnologia, dos veteranos, apresenta recursos ainda mais minuciosos. Utiliza soluções que permanecem sob sigilo: sensores avançados, integração de dados em tempo real e sistemas de alerta antecipado. Mesmo sem detalhes públicos divulgados, sabe‑se que essa plataforma atua como um escudo inteligente, ao antecipar ameaças e reduzir riscos em missões de campo.

Benefícios da nova tecnologia

Apesar do segredo, é possível ter a noção de como estes equipamento irão atuar. Integrará tecnologias como IA em edge, sensores especializados, redes de dados táticas e plataformas prontas para implantação rápida. São áreas onde os fundadores têm histórico comprovado.

Tecnologias como IA em edge, sensores e redes táticas são úteis durante operações em zonas urbanas ou densas
Nestes cenários, os soldados ficam expostos a emboscadas, drones, minas ou tiros de precisão em ambientes com visibilidade limitada.

Tal equipamento possui IA embarcada (edge computing, que é computação distribuída próxima) em capacetes, coletes ou mochilas pode identificar movimentos, ruídos ou formas suspeitas em tempo real.

Os sensores integrados alertam antes da linha de visão humana. Isso dá segundos cruciais de vantagem para o soldado reagir, sem depender de conexões com satélites ou nuvem.

Existem ainda mecanismos de proteção de pequenas unidades em patrulhas ou checkpoints. Servem para tropas pequenas, isoladas ou móveis são alvos fáceis para ataques rápidos com RPGs, drones ou atiradores.

Com este equipamento, uma rede tática autônoma, portátil e privada (tipo mesh network), interliga sensores e dispositivos em tempo real.

Ao detectar ameaças, como drone se aproximando ou laser de mira, o sistema pode acionar contramedidas automáticas ou enviar alerta imediato a comando superior.

Há também momentos em que, neste modelo de combate, os soldados caminham por túneis, florestas ou zonas remotas. Este tipo de material facilita a movimentação por estes ambientes sem infraestrutura de comunicação. É comum, nestas ocasiões, a falta de GPS, o rádio ser instável e a ausência de drones para reconhecimento.

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A IA e os sensores instalados nos próprios soldados ou em dispositivos terrestres criam microambientes sensoriais locais que funcionam mesmo “fora da rede”. Isso garante consciência situacional e comunicação entre os membros da equipe sem precisar de torres ou satélite.

Outro ponto que tem sido difícil para Israel é o combate a drones kamikazes e microdrones de espionagem. Pequenos drones são difíceis de ver, rápidos e destrutivos. Um “escudo inteligente” pode incluir sensores de alta frequência que detectam assinaturas eletromagnéticas desses drones antes de estarem visíveis.

O sistema pode acionar bloqueadores de sinal, redes físicas, ou mesmo informar a tropa sobre a direção e tempo de impacto estimado.

Em conflitos como os da Ucrânia, de Gaza, de Sahel (África) e em fronteiras asiáticas, o risco ao soldado comum aumentou muito. Os drones são cada vez mais modernos. A minas, cada vez mais inteligentes. A presença de snipers com IA é mais perigosa e ataques-relâmpago são frequentes.

As grandes potências estão descentralizando o poder de decisão tática para pequenos grupos, o que exige que cada soldado esteja equipado com mais autonomia e inteligência de combate.

Sistemas já atuam em tanques

O sistema inteligente de defesa já é bastante atuante em relação a tanques. O Sistema IronVision oferece blindagem com visão total, com realidade aumentada, instalado em blindados e veículos de combate. O soldado “vê através” da blindagem usando sensores 360º e capacete com visor integrado. (Abaixo, link de 21 Guns, música de Green Day).

O Trophy é um sistema ativo de defesa para tanques, que intercepta mísseis e RPGs em pleno voo. Há também bunker portáteis infláveis ou dobrávei, para proteção rápida no campo. Nestas estruturas modulares, os soldados podem montar em minutos, com painéis blindados leves.

A diferença desta nova tecnologia, desenvolvida pelos veteranos, é que a defesa é mais específica em relação à defesa individual do soldado.

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Eles ficam mais protegidos individualmente com sensores e IA em tempo real. Ganham mais recursos com redes táticas locais que funcionam mesmo sem internet ou satélite. Pode reduzir o tempo de resposta diante de ameaças invisíveis ou emergentes.

Obtêm maior facilidade com a substituição de sistemas pesados ou dependentes de infraestrutura por plataformas portáteis e autônomas.

Soluções deste tipo têm valor estratégico claro. Especialmente para forças especiais, tropas em patrulhas urbanas, unidades de fronteira ou mesmo policiais em operações complexas.

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